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Al-Qaeda computadores apreendidos em Bin Laden raid


"Tesouro de informações" apreendidos o esconderijo de Bin Laden poderia oferecer pistas sobre as operações do grupo.

analistas dos EUA estão examinando uma coleção de documentos e equipamentos de informática apreendidos a partir do composto de morto o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden em meio a esperanças que poderiam revelar informações importantes sobre o funcionamento do grupo.
John Brennan, EUA-chefe de contraterrorismo da Casa Branca, disse que os analistas também a analisar o material para a evidência de apoio suspeita de funcionários do governo paquistanês para o líder da Al-Qaeda.
"Eles estão tentando determinar se se há ou não eram indivíduos dentro dos serviços de inteligência do governo paquistanês ou militares que foram informados sobre a residência bin Laden está lá e se eram ou não dar apoio", disse Brennan.

Os EUA apreendeu documentos bin Laden depois que as forças especiais dos EUA invadiram o complexo fortificado da cidade paquistanesa de Abbottabad e matou-o, onde Brennan disse que o fugitivo mais procurado poderia ter vivido até seis anos.
"A exploração da informação está em andamento, e nós estamos indo olhar com muito cuidado para relatar ameaças, plotagem, que pode estar a caminho, e leva a outros funcionários, a Al-Qaeda".
"É evidente que há algum tipo de rede de apoio que lhe deu apoio e ajudou a facilitar o contacto entre Bin Laden e seus agentes", acrescentou.

Inquérito interno
Próprio Paquistão lançou uma investigação interna sobre como Bin Laden poderia viver tranqüilamente nas encostas de um retiro popular com generais paquistaneses.
Asif Zardari, presidente do Paquistão, rejeitou as acusações de que seu país está abrigando combatentes armados.
"Essas especulações infundadas podem fazer de notícias a cabo emocionante, mas não reflete o fato de que o Paquistão teve tanta razão para desprezar a Al Qaeda como qualquer outra nação", disse Zardari.

"A guerra contra o terrorismo é a guerra Pakistans tanto quanto é da América."
Ministério das Relações Exteriores do Paquistão também divulgou um comunicado dizendo que, embora não tinha conhecimento prévio da operação dos EUA contra Bin Laden, os EUA usaram a inteligência paquistanesa - que haviam sido fornecidos para Washington por anos - para rastrear bin Laden.
Relações em risco
Patty Al Jazeera Culhane, relatórios de Washington DC, disse que as relações EUA-Paquistão pode estar em risco grave se o "tesouro de informações" apoio exposto a partir do governo paquistanês para Bin Laden.
"Se eles acham que a prova, ele vai mandar a sua relação de tensão", disse ela.
"Há alguns membros do Congresso que estão dizendo que esta é simplesmente a última gota e que os bilhões de dólares em ajuda ao Paquistão não deve ser necessariamente em risco, mas algumas seqüências poderiam ser vinculados a ela.

"Há alguns membros do Congresso que estão dizendo que esta é simplesmente a última gota e que os bilhões de dólares em ajuda ao Paquistão não deve ser necessariamente em risco, mas algumas seqüências poderiam ser vinculados a ela.
"Isso vai vai ser o debate aberto em Washington estar indo na semana e, possivelmente, nos próximos meses."


FONTE:AL JAZEERA


Entenda o que é e como começou a Al Qaeda


Formada por militares fundamentalistas islâmicos, recrutados em vários países, a organização terrorista Al- Qaeda (“a base”, em árabe) foi criada por Osama Bin Laden em 1989, um saudita que lutava contra a invasão Soviética no território do Afeganistão. Osama Bin Laden era o grande responsável pela captação de recursos financeiros e recrutamento de pessoas para a luta contra a invasão. A resistência dos afegãos tinha o apoio dos Estados Unidos, que forneciam armas e treinamentos para os militares locais.

Com o início da Guerra do Golfo (confronto entre Kuwait e Iraque) ocorreu a intervenção dos Estados Unidos (apoiando o Kuwait) e a consequente presença de soldados estadunidenses na península Arábica, berço do profeta Maomé e sede dos principais santuários do Islã. Osama Bin Laden, apesar de se opor ao Iraque, não aceitava a permanência dos soldados dos Estados Unidos na região, e iniciou uma campanha contra aquele país. Essa posição enérgica fez com que o rei Fahd o expulsasse da Arábia Saudita, em 1991.

Após cinco anos no Sudão, local onde comandou seus primeiros atentados contra instalações militares dos Estados Unidos, Bin Laden voltou ao Afeganistão, e lá construiu campos de treinamento para a Al-Qaeda, tornando-se colaborador do regime do Talibã.
Osama Bin Laden
Bin Laden, líder do grupo terrorista Al- Qaeda
Motivado pela ideia de que os Estados Unidos realizava uma política de opressão aos muçulmanos, Bin Laden intensificou sua campanha terrorista contra os ocidentais, em especial os Estados Unidos. O grande “marco” de autoria da Al-Qaeda foram os atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova Iorque e Washington. Imediatamente, ocorreu a intervenção estadunidense no Afeganistão. Porém, nessa ocasião, Bin Laden, “estranhamente” não foi encontrado, e a organização continuava a operar clandestinamente.

A Al-Qaeda possui militantes em vários países, suas ações terroristas ocorrem em nações ocidentais e em países muçulmanos que apoiam os Estados Unidos, como a Arábia Saudita, a Turquia e a Indonésia. A organização seleciona alvos de grande significado simbólico. Exemplo disso são os atentados em 2003, contra a sede do banco britânico HSBC e o consulado do Reino Unido na cidade de Istambul, na Turquia.

O fato é que, os Estados Unidos utilizam a Al-Qaeda para justificar uma série de intervenções militares em outros países, como por exemplo, no Afeganistão, quando na verdade, trata-se de estratégias geopolíticas. Somente após quase uma década da invasão no Afeganistão, Bin Laden foi capturado e morto por um comando especializado da Marinha dos Estados Unidos na cidade de Abbottabad, próximo a Islamabad, capital do Paquistão, conforme pronunciamento do atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
No entanto, quando o exército estadunidense se propôs a capturar Saddam Hussein, rapidamente a missão obteve êxito. Portanto, essa relação histórica entre Estados Unidos e Al-Qaeda necessita de uma análise criteriosa e, não somente, de concepções formadas através de meios de comunicação tendenciosos.
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Depois de Bin Laden...Ayman al-Zawahiri passa a ser o homem mais procurado do mundo Número 2 da Al-Qaeda é egípcio, tem 60 anos e também tem destino desconhecido

Assim como Osama bin Laden, o número 2 da Al-Qaeda também está escondido, provavelmente na mesma região do Paquistão onde o até então maior líder terrorista do mundo foi morto. O novo homem mais procurado chama-se Ayman al-Zawahiri, tem 60 anos, é egípcio, médico, e conhecido por ser o mentor intelectual por trás dos ataques de 11 de setembro de 2001.

Desde o fim da guerra do Afeganistão, acredita-se que Zawahiri controle as finanças da Al-Qaeda e, por diversas vezes, substituiu Bin Laden nas fitas com ameaças contra os Estados Unidos e o Ocidente distribuidas pela rede terrorista.




Segundo o FBI, Al-Zawahiri fundou a jihad islâmica egípcia (EIJ, na sigla em inglês), organização  daquele país que é responsável pela morte do presidente Anwar el-Sadat, ocorrida em 1981. Por esse crime, chegou a ser preso, mas a polícia nunca conseguiu comprovar sua culpa e ele acabou sendo liberado. Em 1998, a EJI se fundiu com a Al-Qaeda, de Bin Laden.
De família de classe média – o pai era farmacêutico e professor e a mãe vinha de um rico e elegante clã –, aos 14 anos se juntou a um grupo de islamistas chamado Irmandade Muçulmana, para em seguida ajudar a fundar a jihad. Já na década de 80, viajou para o Afeganistão para participar da resistência contra a ocupação da União Soviética e conheceu Osama Bin Laden, com quem mais tarde criaria a Al-Qaeda. Antes, foi tido como responsável pela morte de 62 turistas no Egito, crime pelo qual foi condenado a morte por um tribunal militar. Também teve participação nos atentados de 1998 contra embaixadas dos Estados Unidos na Tanzânia e no Quênia.

Zawahiri era o braço direito de Bin Laden e mentor intelectual dos ataques de 11 de setembro
Bin laden e Zawahiri
Atualmente, a recompensa do FBI por informações que levem ao terrorista Zawahiri é de US$ 25 milhões.


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